Eleitores brasileiros cobram pouco daqueles que governam em seu nome

José Álvaro Moisés diz que a oposição, ao invés de desempenhar seu papel, aciona o Judiciário quando deveria resolver questões e levar ao debate público

Aspectos importantes da conjuntura atual pela qual o País está passando foram tema de discussão em participação do colunista na reunião do Conselho de Economia Empresarial e Política da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Um assunto que chamou a atenção foi a avaliação positiva do governo do presidente Jair Bolsonaro na última pesquisa Datafolha. Entre os fatores que contribuíram para a avaliação positiva de 37% dos entrevistados na pesquisa, está a adoção do chamado auxílio emergencial. Isso ocorreu porque, como destaca o professor, “não existe oposição no Brasil. Ela não se apresenta, não tem identidade, não mostra seus projetos, não diz a que vem, não demarca de maneira clara as diferenças em relação às políticas do governo e não estabelece uma relação próxima com a população. Não basta ter uma oposição que funcione apenas no Parlamento, ela tem que ter presença na sociedade e, de alguma maneira, impactar a maneira como a sociedade está percebendo o governo”.


Qualidade da Democracia
A coluna A Qualidade da Democracia, com o professor José Álvaro Moisés, vai ao ar toda terça-feria às 8h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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