Estudos mostram que fadiga é mais nociva no início da atividade física

Pesquisa realizada com jogadoras de handebol buscou calcular o tempo necessário para recuperação

Nesta edição da coluna, o professor Paulo Roberto Santiago fala sobre pesquisa desenvolvida no Laboratório de Biomecânica e Controle Motor (LaBioCoM) da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP.

O estudo Recuperação rápida da produção de propulsão vertical e balanço postural após um protocolo específico de fadiga em atletas de handebol  mostra que o estudo da fadiga é de grande controvérsia entre os pesquisadores de ciências do esporte, pois ele não possui um marcador universal, objetivo da pesquisa desenvolvida no LaBioCoM. 

A pesquisa é de Bruno Luiz Souza Bedo, com orientação do professor Santiago, e avaliou a duração dos efeitos deletérios da fadiga. Para isso, as atletas realizaram atividades relacionadas ao handebol o mais rápido possível e, no final de cada volta pelo circuito, a frequência cardíaca, o tempo e a taxa de esforço percebido foram avaliados. O processo foi repetido até as atletas não conseguirem dar continuidade aos exercícios. 

Os resultados mostraram que a fadiga é mais nociva nos primeiros cinco minutos de atuação, quando seu efeito foi mais acentuado nas atletas. O professor Santiago diz que os resultados são interessantes, pois “mostram o quão rápido a fadiga interfere em tarefas como a oscilação postural, por exemplo”.  

Santiago traz ainda uma boa notícia aos seus ouvintes. A partir de agora, o professor vai receber sugestões de temas e responder as dúvidas dos ouvintes, que podem ser enviadas por e-mail ou através de comentários no canal da coluna no youtube

O professor lembra que só valem assuntos da relação ciência e esporte. “Eu vou estudar esses temas e tentar sempre trazer uma resposta para todos os ouvintes”, garante.

Ouça no player acima a íntegra da coluna Ciência e Esporte.


Ciência e Esporte
A coluna Ciência e Esporte, com o professor Paulo Santiago, vai ao ar toda sexta-feira às 10h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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