Desmatamento empobrece diversidade da floresta amazônica

Fragmentos desflorestados podem se regenerar, mas nova vegetação pode não possuir o necessário para a sobrevivência das espécies

O programa Ambiente É o Meio desta semana continua a conversa com a bióloga e pesquisadora Rita Mesquita, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sobre a redução de biodiversidade em paisagens fragmentadas pelo desmatamento da floresta amazônica.  

A fragmentação acontece quando uma área da floresta é desmatada para diversificação do uso do solo, restando apenas alguns fragmentos da vegetação original. A pesquisadora cita, como exemplo, a criação de espaços para a pastagem de gado. Esses espaços, segundo Rita, podem se regenerar sozinhos com o fim dessa atividade, porém, o novo tipo de vegetação que nascerá não é mais o mesmo da floresta primária, podendo ser menos resistente que a original.

Outro problema, aponta a pesquisadora, é que, mesmo regenerados, esses fragmentos de floresta podem não mais oferecer os recursos necessários à subsistência de espécies animais que, então, abandonam essas áreas. Rita diz que, “com o tempo, esses fragmentos se tornam simplificados e empobrecidos”.    

Ouça no player acima o programa Ambiente É o Meio na íntegra. 


Ambiente é o meio

Apresentação: Professores Marcelo Marine Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto (ambos professores da FFCLRP)
Coordenação: Rosemeire Talamone
Produção: Marcelo Marine Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto (ambos professores da FFCLRP)
Edição Geral: Cinderela Caldeira
Edição Sonora: Mariovaldo Avelino e Luiz Fontana
E-mail: ouvinte@usp.br
Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS .
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