Deficiência visual cria novos significados para explicar questões filosóficas

Eduardo Rocha comenta que em parábolas, histórias e mitos a falta de visão é utilizada como metáfora no campo das reflexões

Nesta edição da coluna Fique de Olho, o professor Eduardo Rocha relaciona a deficiência visual com as questões filosóficas. Rocha relembra uma passagem bíblica no livro de João, no Novo Testamento da Bíblia Sagrada, onde Jesus Cristo e seus discípulos encontram um homem cego, de nascença. Sendo questionado por seus seguidores sobre o motivo da deficiência visual do indivíduo, Jesus responde dizendo que a cegueira do rapaz vem de “coisas mais complexas, para o entendimento mais profundo das obras divinas”.

Além disso, o professor conta que a cegueira também foi utilizada como figura de linguagem em uma parábola indiana, na qual pessoas cegas foram testadas a entender um animal através de outros sentidos, sem contato prévio. Assim, cada indivíduo teve uma percepção diferente dos animais e “o todo não foi captado por nenhum deles”.

“Essas são duas de tantas histórias em que a deficiência visual, como figura de linguagem e como peça de metáfora, é utilizada para compreender as limitações de todos os indivíduos, aqui utilizando o bloqueio da visão”, explica Rocha. Ainda falando sobre percepções diferentes, o professor relembra o Mito da Caverna, metáfora utilizada pelo filósofo grego Platão. 

Ouça acima, na íntegra, a coluna Fique de Olho, com o professor Eduardo Rocha.  


Fique de Olho
A coluna Fique de Olho, com o professor Eduardo Rocha, vai ao ar toda quarta-feira às 10h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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