Defender isolamento parcial de grupos específicos é praticar novo tipo de eugenia

A colunista questiona se a vida é secundária diante da economia e explicita que a única saída é o isolamento total

 

“Que economia sobreviveria sem os supérfluos seres humanos para produzir e consumir?” Essa é a pergunta que a professora Marília Fiorillo faz e que fica em nossas mentes, quando questionamentos envolvendo a importância da vida das pessoas são feitos em prol de visões que só ambicionam o lado econômico e esquecem do bem-estar da população em todas as suas configurações, sem distinção de renda ou classe.

Em época de pandemia, a única saída para uma futura reestruturação é o isolamento total, a quarentena, e levantar a defesa do isolamento parcial de determinados grupos é reeditar abominações históricas, tais como a eugenia praticada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. A professora explica que a eugenia é geralmente relacionada a uma discriminação racial, mas o contexto do conceito é maior do que a questão do racismo, sendo um projeto de purificação da sociedade. Ignorar as medidas drásticas e necessárias para conter o coronavírus seria uma nova forma de eugenia, condenando os pobres e os vulneráveis, ou seja, a grande maioria da humanidade.

Acompanhe, pelo link acima, a íntegra da coluna Conflito e Diálogo.


Conflito e Diálogo
A coluna Conflito e Diálogo, com a professora Marília Fiorillo, vai ao ar toda sexta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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