Crise sanitária se agrava no Brasil e postura do governo não é adequada

Para José Álvaro Moisés, “não está claro se o presidente vai mudar de posição, como deveria fazer”

 24/03/2021 - Publicado há 1 ano

Na coluna A Qualidade da Democracia desta semana, José Álvaro Moisés comenta o agravamento da crise sanitária no Brasil. Os piores prognósticos confirmaram-se e a situação é, mais do que nunca, extremamente grave.

“Trata-se de um cenário horrível, trágico, de perdas humanas verdadeiramente catastróficas. De fato, como se temia, com o aumento da contaminação, o sistema de saúde está quase colapsado e a situação não diz respeito somente aos hospitais da rede pública, os leitos em hospitais privados também estão esgotados”, afirma.

Enquanto o quadro se agrava, o plano de vacinação avança de forma lenta e o isolamento social é constantemente desrespeitado, destaca Moisés. “O Brasil precisa de medidas urgentes em duas direções: aumento do processo de vacinação e adoção de medidas severas de contenção da contaminação. Mas é extremamente duvidoso se isso vai acontecer. Não está claro se o presidente vai mudar de posição, como deveria fazer”, encerra.


Qualidade da Democracia
A coluna A Qualidade da Democracia, com o professor José Álvaro Moisés, vai ao ar toda terça-feria às 8h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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