Crescimento do Carnaval de rua é resultado de política de estímulo à diversidade

Em coluna, Nabil Bonduki defende ser necessário dar atenção à produção cultural local e expandir as áreas do Carnaval de rua para além dos bairros centrais de São Paulo

Na edição de Cotidiano na Metrópole desta semana, o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, comenta sobre o Carnaval de São Paulo que, em 2020, será o maior da história da cidade. De acordo com informações da Prefeitura, serão 678 desfiles, 38,5% a mais do que no ano passado, quando ocorreram 490 desfiles. A expectativa é atrair 15 milhões de pessoas durante o feriado.

Para Bonduki, que foi secretário da Cultura de São Paulo entre 2015 e 2016, o crescimento é fruto dos esforços de gestões anteriores. “A Prefeitura formulou uma estratégia para que o Carnaval de rua de São Paulo passasse a ter uma relevância que até então não tinha”, argumenta o especialista. A ideia por trás dos planos envolvendo o Carnaval de rua era aproveitar o potencial de São Paulo para ampliar sua diversidade cultural.

Neste ano, Bonduki afirma que “precisamos fazer uma avaliação do Carnaval em São Paulo”. Para ele, o Carnaval de rua tem o potencial de gerar conflitos, principalmente, entre moradores da cidade e o público que muitas vezes vem de fora para comemorar a ocasião. Portanto, o urbanista defende que é necessário dar atenção à produção cultural local e expandir as áreas do Carnaval de rua para além dos bairros centrais.

Ouça na íntegra no áudio acima.


Cotidiano na Metrópole
A coluna Cotidiano na Metrópole, com o professor Nabil Bonduki, vai ao ar toda quinta-feira às 10h00, na Rádio  USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e  TV USP.

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