Imunidade ao coronavírus pode ser o dobro do que detectam os testes sorológicos

Estudo sueco, ainda não revisado por outros cientistas, aponta que imunidade contra o sars-cov-2 pode ser feita por meio de outras células de defesa

Pesquisa realizada com 203 pessoas no Instituto Karolinska, na Suécia, sugere que a população pode desenvolver alguma imunidade contra o sars-cov-2 mesmo que o teste sorológico (aquele que diz se o paciente já desenvolveu anticorpos do tipo IgM e IgG) dê negativo.
Os cientistas estudaram indivíduos infectados e sintomáticos, além de controles não expostos ao coronavírus, e observaram que alguns deles apresentaram um tipo de proteção mediada por células T, um linfócito de defesa presente no sangue. “Esses achados, se confirmados, vão ao encontro do que venho observando na prática”, afirma Mayana Zatz.

A coordenadora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP diz, ainda, que o teste de células T é mais complexo que o sorológico e menos acessível para testagem em massa. “Esse seria um dos grandes problemas a serem enfrentados no futuro.”

Na edição de hoje (8) de Decodificando o DNA, a professora Mayana Zatz explica como foi feito o estudo e o papel das células T no combate a agentes desconhecidos.
Clique no áudio acima e ouça a coluna na íntegra.

Decodificando o DNA
A coluna Decodificando o DNA, com a professora Mayana Zatz, vai ao ar quinzenalmente toda quarta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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