Consumidor precisa estar atento quando o assunto é telefone celular

Luli Radfahrer comenta que, devido às exigências do mercado, as empresas são obrigadas a lançar um aparelho novo, anualmente, e nem sempre estão preparadas para a inovação

Muitos produtos de tecnologia chegam ao mercado com ideias mirabolantes e revolucionárias. Infelizmente, para algumas empresas, essa tentativa de avanço tecnológico pode ser um golpe no próprio aparelho, já que a realidade dificilmente cumpre as expectativas, fazendo com que seu tempo de vida seja mais curto que o esperado. Na coluna de hoje (14), o professor Luli Radfahrer conta uma história relacionada a esse assunto, mais especificamente sobre o aparelho Pixel 4, da Google.

“Um tempo atrás, eu consegui, através de um amigo que viajou para o exterior, comprar o Google Pixel 4 XL, que era prometido para ser o telefone de ponta da Google”, comenta Radfahrer. Disposto a ter um telefone bom e que durasse bastante tempo (além de ser uma máquina poderosa), o professor resolveu investir no modelo citado anteriormente. Para sua surpresa, nove meses e meio depois do lançamento do Pixel 4, o Google resolveu “aposentar” o modelo.

Ele comenta que, devido ao mercado, as empresas de tecnologia são obrigadas a lançar um aparelho novo anualmente, e nem sempre elas estão prontas para fazer determinada ação. O próprio Pixel 4 foi um produto que veio cheio de novidades, mas com ideias que não estavam prontas para serem concretizadas. Isso é um problema, pois telefones celulares estão deixando de ser algo de luxo, algo voltado apenas para a comunicação, já que, hoje em dia, são usados para transações, identificação, relações bancárias, entre outros aspectos da vida cotidiana (pessoal e empresarial). Devido a isso, uma maior proteção ao consumidor é necessária, para que estas pessoas confiem, de fato, no seu aparelho.

Ouça no player acima a íntegra da coluna Datacracia.


Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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