Confronto entre China e EUA deixa o Brasil em situação delicada

A saída de Roberto Azevêdo da Organização Mundial do Comércio (OMC) criou uma corrida pela sucessão e um clima de enfrentamento entre os dois países

O Brasil começa a ficar em posição nada confortável em relação aos embates entre EUA e China. Com o anúncio da renúncia de Roberto Azevêdo ao cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), há um ano do término de seu mandato, o diplomata deverá deixar o posto já em agosto próximo. “Haverá uma corrida pela sucessão do brasileiro, o que será mais um motivo de enfrentamento entre os dois países”, assegura o professor José Eli da Veiga.

Na briga pela sucessão, certamente haverá um candidato apoiado pelos EUA e outro pela China. Segundo o colunista, o Brasil ficará numa posição delicada por estar alinhado aos EUA. “Mas, ao mesmo tempo, não poderá ficar contra a China na OMC”, ressalta Eli da Veiga. Na Organização Mundial da Saúde (OMS) ocorre algo parecido. O professor lembra que houve uma iniciativa dos americanos em fazer uma auditoria para implicar à China alguma responsabilidade pela deflagração da pandemia. “Mas a União Europeia contornou a situação, transformando isso numa proposta de avaliação, sem o viés de querer ir contra a China.”

Ouça no link acima a íntegra da coluna Sustentáculos.


Sustentáculos
A coluna Sustentáculos, com o professor José Eli da Veiga, vai ao ar toda segunda-feira às 8h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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