Queda do Muro possibilitou redemocratização na Europa Oriental

Para Pedro Dallari, evento que comemora 30 anos possibilitou o fim da “Cortina de Ferro”, aproximando o Leste Europeu do lado ocidental, e causou o fim da URSS

 13/11/2019 - Publicado há 2 anos

A queda do Muro de Berlim, ocorrida em 9 de novembro de 1989, acaba de completar 30 anos. Para o colunista Pedro Dallari, este evento histórico, mais do que marcar o fim da divisão da Alemanha, marcou principalmente o início da redemocratização do Leste Europeu, cujos países viviam sob o jugo da antiga União Soviética. “A queda do muro foi um marco que significou também a liberdade de circulação de pessoas entre os países da Europa Oriental, como Polônia, Hungria e Checoslováquia, e os países da Europa Ocidental. Caía, assim, a ‘Cortina de Ferro’, como foi batizada por Winston Churchill, o grande estadista inglês, a divisão do continente europeu em dois blocos”, afirma Dallari.

“A queda do muro significou também o fim da própria União Soviética, o que viria a ocorrer em 1991. Deu-se início, assim, à democratização daquela parte do continente, até então sob domínio soviético. Alguns desses países apresentam problemas atualmente, como a Polônia e a Hungria, que têm governos autoritários. Mas é importante registrar que o que acontece hoje não se compara à violação dos Direitos Humanos que caracterizou os países do leste europeu no período soviético”, garante o colunista.

Ouça no player acima a íntegra da coluna Globalização e Cidadania.


Globalização e Cidadania
A coluna Globalização e Cidadania, com o professor Pedro Dallari, vai ao ar toda quarta-feiraa às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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