Poluição do ar também pode atingir o sistema nervoso central

De acordo com Saldiva, as partículas mais finas dos poluentes podem chegar ao tecido cerebral, como atestaram estudos recentes

Enganam-se aqueles que pensam que a poluição do ar esteja associada apenas a problemas respiratórios, pois já se sabe também estar ligada a casos de enfarte do miocárdio e de derrames cerebrais. Novos estudos, no entanto, constataram que as partículas mais finas dos poluentes podem penetrar no sistema nervoso central, conforme pesquisas realizadas em várias partes do mundo e também aqui, na Universidade de São Paulo.

Essas partículas mais finas podem entrar pelas narinas, invadindo os pulmões,  atingir a circulação e chegar ao tecido cerebral. Há estudos epidemiológicos ligando a poluição ao autismo e ao agravamento do Alzheimer em regiões mais poluídas. Ou seja, o cérebro também pode ser alvo da poluição do ar, mais um motivo para que a combatamos, o que pode ser feito por meio de tecnologias mais limpas. Segundo o professor Paulo Saldiva, o Brasil precisa avançar nesse campo.

Acompanhe, pelo link acima, a íntegra da coluna.


Saúde e Meio Ambiente
A coluna Saúde e Meio Ambiente, com o professor Paulo Saldiva, vai ao ar toda segunda-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção  do Jornal da USP e TV USP.

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