Morte de Al Baghdadi só serve como propaganda para Trump

Na opinião de Marília Fiorillo, o espólio do autointitulado califa continua por aí para ser disputado e reintegrado por outras facções

A professora Marília Fiorillo comenta sobre a morte do líder do grupo terrorista Daesh. Para ela, dizer que esse grupo tem uma ideologia é um pouco como afirmar que o PCC é um grupo ideológico. “Delinquência é sempre delinquência. Uma erva daninha no Islã”, ressalta.

Marília não acha que a morte do chefe da gangue seja um golpe mortal para o Daesh, pois nem a administração Trump acredita nisso. “Pela simples razão: ao contrário de outros grupos terroristas, o Daesh é uma franquia. Sonhava em se tornar um califado territorial, mas sua principal arma sempre foi o ciberterrorismo. É através das redes sociais que o grupo alicia os jovens da Europa que difundem sua doutrina de ódio sectário.”

A professora ressalta que a morte do autointitulado califa, de um suporto califado, fará pouquíssima diferença, exceto como propaganda para Trump. “Numa organização policêntrica e sedimentada, rei morto, rei posto. O espólio de Al Baghdadi continua por aí para ser disputado e reintegrado por outras facções.”

Ouça no link acima a íntegra da coluna Conflito e Diálogo.


Conflito e Diálogo
A coluna Conflito e Diálogo, com a professora Marília Fiorillo, vai ao ar toda sexta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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