Movimento Sexta pelo Clima merece uma discussão crítica

José Eli da Veiga analisa o rápido crescimento da iniciativa, que vem mobilizando a juventude em todo o mundo

No próximo dia 29 de novembro, no Largo da Batata, em São Paulo, acontecerá a quarta edição da Sexta pelo Clima, do movimento Fridays For Future, ou simplesmente “FFF”. Motivado e impulsionado pela atuação da jovem ativista sueca Greta Thunberg, tem, segundo Eli da Veiga, uma efetividade em termos de mobilização da juventude maior do que imaginaram muitos especialistas. “É para ser saudado por ser o primeiro movimento de base pela sustentabilidade com origem nas massas”, comemora o colunista. Em setembro deste ano, aconteceu a terceira edição da Sexta pelo Clima no Brasil. Em São Paulo, as manifestações foram significativas, mas pouco veiculadas pelas mídias. “Infelizmente, foi uma ‘barriga’ que a mídia brasileira comeu”, considera Eli da Veiga.

Para o professor, o fato de o movimento ter partido da juventude não implica uma atitude acrítica dos mais velhos, que não estão muito preocupados com o futuro. “Greta Thunberg repete muito que é preciso ouvir a ciência. E ela tem razão”, concorda o colunista. Mas ele adverte que é ilusório imaginar que a ciência resolve todos os problemas. “A ciência alerta sobre o que poderá acontecer, caso nada seja feito em relação às emissões de gases do efeito estufa. Mas não poderá resolver os problemas éticos e políticos que deverão surgir.” Eli da Veiga antecipa que aprofundará a questão em artigo de sua autoria, que será publicado no jornal Valor Econômico, na edição da próxima quarta-feira, 27 de novembro.


Sustentáculos
A coluna Sustentáculos, com o professor José Eli da Veiga, vai ao ar toda segunda-feira às 8h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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