Jogadores de futebol apresentam alto risco de doenças neurodegenerativas

Sucessivos traumas cranianos podem aumentar em três vezes as chances de doenças

Nesta edição da coluna Minuto do Cérebro, o professor Octávio Pontes Neto fala sobre um estudo que revelou maiores chances de doenças neurodegenerativas em jogadores profissionais de futebol.

Pontes Neto comenta que, no início do mês de novembro, foi publicado pela revista The New England Journal of Medicine o resultado de um estudo escocês que “revisou, de forma retrospectiva, os certificados de óbitos de 7.676 jogadores profissionais do futebol escocês e comparou a causa das mortes com 23 mil controles da população geral, pareados por idade, sexo e nível social”.

Os pesquisadores fizeram diversas análises acerca das causas que levaram os jogadores a óbito, assim como dos medicamentos de que faziam uso. Ao longo de 18 anos de seguimento, faleceram 1.180 atletas e 3.807 controles. “Avaliando a causa dos óbitos, eles encontraram uma mortalidade reduzida de doenças cardiovasculares no caso dos jogadores de futebol, mas um risco de morte por doenças neurodegenerativas três vezes maior.”

Dentre as possíveis causas que levam a esse cenário, o professor aponta que o problema já vem sendo objeto de estudo em esportes como boxe e futebol americano e faz um alerta para a necessidade de criação de “regras que minimizem o trauma craniano nesses profissionais. Aparentemente, esses traumas sofridos de forma repetida podem aumentar os riscos de doenças neurodegenerativas nessa população”.

Ouça no link acima a íntegra da coluna Minuto do Cérebro.


O minuto do Cérebro
A coluna O minuto do Cérebro, com o professor Octávio Pontes Neto, vai ao ar toda terça-feira às 9h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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