Colunista repercute adiamento das eleições municipais

Na opinião de José Álvaro Moisés, a confirmação das eleições municipais indica que, apesar de todas as ameaças, a democracia brasileira continua a funcionar

O motivo para a mudança do pleito eleitoral é a crise do coronavírus e a expansão da pandemia no País. Ao invés de serem realizadas em outubro, as eleições ocorrem em dois turnos, nos dias 15 e 29 de novembro. O Congresso Nacional e o Tribunal Superior Eleitoral não descartam a viabilidade de um novo adiamento e mudança de data, se necessário. Nestas eleições serão escolhidos 5,5 mil prefeitos em todo o Brasil e cerca de 60 mil vereadores. A decisão tomada pelo Congresso Nacional suscita três questões extremamente importantes relacionadas com a qualidade da democracia.

A primeira diz respeito ao fato de que a confirmação das eleições municipais indica que, apesar de todas as ameaças em torno da democracia brasileira, muitas a partir de ações tomadas pelo próprio governo federal, ela continua funcionando. O segundo aspecto diz respeito ao funcionamento do poder local, onde as pessoas percebem seus problemas mais importantes, mais gritantes. A terceira questão está relacionada à pandemia do coronavírus, que deixou muito claro que, para enfrentar situações dessa natureza, é preciso o retorno de um papel extremamente importante do Estado.

O professor José Álvaro Moisés explica que, “desse ponto de vista, as eleições municipais deste ano vão oferecer uma possibilidade muito importante de uma renovação do sistema político brasileiro, não apenas com o  surgimento de novas lideranças, mas do funcionamento inovador do papel que desempenham os partidos políticos, que vão ter de enfrentar a crise e as críticas que os eleitores fazem ao seu desempenho”.

 


Qualidade da Democracia
A coluna A Qualidade da Democracia, com o professor José Álvaro Moisés, vai ao ar toda terça-feria às 8h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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