Colunista presta homenagem ao multiartista Fernando Barboza

Fernando Barboza foi o fundador do grupo de percussão corporal Barbatuques, que produzia, nas palavras de Wisnik, uma musicalidade singular, que provinha do próprio corpo

Esta semana, em sua coluna, o professor Guilherme Wisnik homenageia o músico Fernando Barboza, o Barba, fundador do grupo de percussão corporal Barbatuques, falecido no início deste mês, aos 49 anos. Wisnik o classifica como um fantástico multiartista, “uma pessoa musical, que pulsava musicalidade por todos os poros” e que produzia sons inusitados explorando o próprio corpo.

O colunista destaca justamente a musicalidade singular do Barbatuques: “Uma música muito pouco mental, uma música muito física, porque provém da dança, da exploração, do tocar-se, do contato, que tem a ver com a dança e também com o teatro, que tem a ver com a experiência ritual” e que deriva mais de heranças africanas e indígenas do que europeias, uma musicalidade, enfim, filtrada pelo conhecimento e pela inteligência musical dos músicos do Barbatuques.

Para fechar a coluna, Wisnik toca trechos do disco Corpo do Som.


Espaço em Obra
A coluna Espaço em Obra, com o professor Guilherme Wisnik, vai ao ar toda quinta-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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