Brasil reduz mortalidade infantil com combate ao fumo em ambientes fechados

De acordo com João Paulo Lotufo, houve redução da mortalidade infantil em 15 mil crianças com idade inferior a 1 ano

 28/09/2021 - Publicado há 4 semanas
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O Brasil é uma referência no combate ao consumo de cigarros. As campanhas realizadas no País, impulsionadas pela lei que proíbe o fumo em locais fechados, fez com que ocorresse uma redução de 30% para 9,8% de fumantes através de políticas apoiadas por ONGs e pela sociedade civil.

Entre as políticas implementadas estão: o aumento do preço dos cigarros, a retirada da propaganda de cigarros da mídia, uma legislação forte, com punição para quem fuma em ambientes fechados, e tratamento e medicação gratuitos à população.

Os ambientes livres 100% da fumaça de cigarro reduziram a mortalidade infantil no Brasil. O tabagismo passivo está relacionado a várias doenças respiratórias em crianças, assim como com a síndrome da morte súbita na infância.

O Estado de São Paulo ficou livre do fumo em ambientes fechados em 2009, mas o Brasil apenas em 2014. A implementação da lei nesses anos impediu a morte de 15 mil crianças com idade inferior a um ano, ou seja, a redução da mortalidade infantil.

João Paulo Lotufo, através do projeto Dr. Bartô e os Doutores da Saúde, foi convidado pelo Ministério da Saúde para representar o Brasil em webinar convocado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para discutir o controle do tabaco como finalidade de melhorar a saúde e o desenvolvimento infantil.

Segundo a Fiocruz, 34% dos fumantes brasileiros declararam ter aumentado o consumo de cigarros durante a pandemia de covid-19, condição associada à deterioração da saúde mental dos tabagistas, com pioras dos quadros de depressão, ansiedade e insônia.


Dr. Bartô e os Doutores da Saúde
A coluna Dr. Bartô e os Doutores da Saúde, com o médico assistente do Hospital Universitário da USP João Paulo Lotufo, vai ao ar toda terça-feira às 09h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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