Bancos de olhos públicos têm o desafio de identificar doadores em meio à pandemia

Com equipe treinada, os bancos mediam doação de córneas com as famílias que perderam entes queridos e entram em contato com pacientes da fila única de transplantes

Nesta edição da coluna Fique de Olho, o professor Eduardo Rocha fala sobre os bancos de olhos e seus processos de transplantes. Para realizar a doação de córneas é preciso que o indivíduo, em vida, tenha manifestado seu desejo de doar, e que apresente “razoável boa saúde ocular”, informa o professor. 

Identificar doadores em meio à pandemia, o que inclui a retirada do órgão, avaliação da saúde física e ocular, preparação do tecido e sua entrega é uma tarefa complexa. Rocha explica que, entre os anos 60 e 70 esse trabalho foi delegado aos bancos de olhos. 

No início, instituições filantrópicas e clubes de serviço se organizaram para prestar serviço e apoiar as instituições de saúde responsáveis por realizar os transplantes de córneas. No Brasil, a partir da institucionalização e a organização do Sistema Único de Saúde (SUS), explica o professor, a captação e a distribuição de tecidos para serviços públicos e privados passou a ser feita por bancos de olhos públicos. 

Com pessoas treinadas para abordar as famílias que perderam seus entes queridos, e descobrir se o indivíduo havia manifestado desejo de ser doador, os bancos de olhos também entram em contato com os pacientes que estão na fila única de transplantes.

Ouça acima, na íntegra, a coluna Fique de Olho, com o professor Eduardo Rocha.   


Fique de Olho
A coluna Fique de Olho, com o professor Eduardo Rocha, vai ao ar toda quarta-feira às 10h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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