Baixo investimento em pesquisa pode deixar o Brasil atrás no combate à covid-19

Para Glauco Arbix, o governo tem apenas apoiado iniciativas, sem promover novos investimentos na área científico-tecnológica

Na coluna Observatório da Inovação desta semana, Glauco Arbix discute a importância dos investimentos em pesquisa para o combate à covid-19 no Brasil. Enquanto o governo federal tem apenas apoiado iniciativas, sem altos e novos investimentos, diversos outros países correm contra o tempo em busca de algum medicamento ou vacina que combata o novo coronavírus e tendem a priorizar suas populações.

Segundo Arbix, o país desenvolvedor da vacina poderá, inicialmente, vacinar sua própria população, deixando o resto do mundo em segundo plano e, por isso, é importante produzir medicamento brasileiro. “Toda a produção de uma eventual vacina, no primeiro momento, vai ser orientada a suprir a demanda dos países que fizeram e encontraram essa solução. Significa que vamos entrar no fim da fila. A nossa população, os nossos trabalhadores, as nossas famílias vão ter que esperar”, e complementa: “Eventualmente vai chegar uma pequena quantia, mas obviamente não vai ser orientada aos mais pobres e vulneráveis”.

Para Arbix, ainda que o Brasil queira produzir a vacina, haverá dificuldades para encontrar os insumos necessários, já que possui alta demanda de outros países: “Esses insumos vão estar sendo sugados pelos países que estão pesquisando e produzindo esses medicamentos. Nunca foi tão flagrante o mal que a dependência tecnológica e científica causa, a fragilidade que provoca num país”.

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Observatório da Inovação
A coluna Observatório da Inovação, com o professor Glauco Arbix, vai ao ar toda segunda-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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