Atletas estrangeiros integram cada vez mais as seleções europeias de futebol

Pesquisador analisou o fenômeno em quatro seleções da Europa: Alemanha, França, Holanda e Portugal

jorusp

O jornalista Guilherme Silva Pires de Freitas realizou uma pesquisa na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, em que analisa o caráter multicultural de quatro equipes europeias: Alemanha, França, Holanda e Portugal. Segundo o pesquisador, que foi o entrevistado do podcast Os Novos Cientistas, já na década de 1930, no Uruguai, a equipe da França contava com jogadores de origem argelina.

Em seu estudo As seleções de futebol multiculturais da União Europeia, Freitas analisou e verificou como as equipes nacionais das quatro nações foram mudando suas características básicas e introduzindo jogadores estrangeiros naturalizados. “Trata-se de um dos reflexos da globalização, mas há outras razões que levaram a esse fenômeno”, analisa o pesquisador, destacando questões como a imigração, por exemplo.

A Copa realizada no Brasil, em 2014, incentivou o pesquisador a empreender o estudo. A partir daí, Freitas reuniu dados de estatísticas de movimentos migratórios dos anos 1990 até os anos recentes, principalmente naqueles quatro países. “Mas também recorri aos anos 1960, quando, de fato, tiveram início as imigrações, coincidindo com os movimentos de independência de alguns países africanos e da Ásia”, destaca.

O podcast Os Novos Cientistas vai ao ar toda quinta-feira, às 8 horas, dentro do Jornal da USP no Ar, que é apresentado diariamente pela jornalista Roxane Ré (das 7h30 às 9h30) na Rádio USP FM (93,7 MHz).

Ouça a íntegra do podcast.

 

Textos relacionados