Atleta com alta velocidade em curto tempo garante performance nos 100 metros

Além da manutenção da velocidade máxima, alcançada entre os 30 e 40 metros, corredor deve imprimir boa frequência e comprimento das passadas

 06/08/2021 - Publicado há 4 meses

A coluna Ciência e Esporte continua o especial dos Jogos Olímpicos de Tóquio e, nesta semana, o professor Paulo Roberto Santiago apresenta a ciência por trás da performance na corrida dos 100 metros. Para sua análise, Santiago usa, mais uma vez, os relatórios de pesquisa da World Athletics, apresentando de forma didática, para a reprodução dos amadores, como os aspectos biomecânicos influenciam nesta modalidade.

Para que o atleta tenha vantagem durante a prova dos 100 metros, explica o professor, é necessário que atinja uma alta velocidade no menor espaço de tempo possível. Diz que esta velocidade máxima só é alcançada entre os 30 e 40 metros do percurso e, para que o corredor vença, ele deve ser capaz de manter ou perder o mínimo possível da velocidade máxima atingida. Segundo Santiago, “esse era um dos aspectos que faziam o ex-velocista Usain Bolt tão exemplar”.  

Além de manter a velocidade, o professor também destaca outras variáveis importantes para uma corrida bem-sucedida, como o tempo de reação, frequência de passos e comprimento de cada passo dado. Segundo Santiago, a partir dessas informações é possível realizar a análise biomecânica das corridas. Tais análises, inclusive, podem ser feitas com um simples software instalado no celular.

Os ouvintes podem participar da coluna Ciência e Esporte, sugerindo temas ou enviando questões para as próximas edições pelo e-mail ou através de comentários no canal da coluna no YouTube. A única restrição é que sejam temas relacionados à ciência e esporte.


Ciência e Esporte
A coluna Ciência e Esporte, com o professor Paulo Santiago, vai ao ar toda sexta-feira às 10h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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