“Arte de envenenar opositores” tornou-se especialidade do Kremlin

Para colunista, envenenamento do líder opositor russo Alexei Navalny pode ter sido uma ação preventiva em resposta ao levante na Bielorrússia

Na coluna Conflito e Diálogo desta semana, Marília Fiorillo discute “a arte de envenenar opositores”, que vem se tornando uma especialidade do Kremlin. A professora cita os envenenamentos de líderes de oposição e jornalistas, incluindo o atentado mais recente a Alexei Navalny, um dos oposicionistas mais famosos do país: “Foi assim com a jornalista de oposição Anna Politkovskaia, que sobreviveu a um envenenamento em 2004 antes de ser abatida a tiros em 2006. Foi assim com Alexander Litvinenko, que agonizou, intoxicado por polônio, no mesmo ano. Idem com o exilado Sergei Skripal, envenenado no Reino Unido, em 2018, e está sendo assim com o oposicionista Alexei Navalny, que está em coma induzido em Berlim”.

A professora comenta que Navalny tentou disputar com Putin as eleições de 2018, mas sua candidatura foi impugnada, ainda assim, continua sendo a figura mais importante, financeira e simbolicamente, da campanha anticorrupção. Então, por que envenená-lo agora? Na análise de Marília, o levante do país vizinho, a Bielorrússia, fez com que uma ação preventiva fosse necessária.

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Conflito e Diálogo
A coluna Conflito e Diálogo, com a professora Marília Fiorillo, vai ao ar toda sexta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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