Apoio do Centrão não livra Bolsonaro de instabilidades com os próprios aliados

Segundo o colunista, os partidos do Centrão podem desestabilizar a governabilidade do presidente caso não recebam os benefícios acordados para a formação da base de apoio

Na coluna A Qualidade da Democracia desta semana, José Álvaro Moisés discute a tentativa do presidente Jair Bolsonaro de conquistar a governabilidade por meio do apoio dos partidos do Centrão no Congresso Nacional. A eleição de Arthur Lira, como presidente da Câmara, e Rodrigo Pacheco, como líder no Senado, é uma forma de garantir uma base de apoio a Jair Bolsonaro e evitar processos de impeachment. 

Apesar da forte influência política dos partidos do Centrão, não há garantias de que, no futuro, o presidente não terá instabilidades com seus atuais aliados. Segundo o colunista, os partidos do Centrão não são guiados por políticas públicas que incorporem dimensões sociais ou econômicas, porque sua força motriz é a conquista de benefícios, posições e cargos, portanto, se “o presidente não for capaz de fornecer todas essas condições, tais como exigidas, vai sofrer pressão do grupo que, neste momento, parece o estar apoiando”. 

Para Álvaro Moisés, todos esses aspectos afetam enormemente a autonomia e a independência do Parlamento e “condicionam o modo como o presidente da República busca a governabilidade”, finaliza.


Qualidade da Democracia
A coluna A Qualidade da Democracia, com o professor José Álvaro Moisés, vai ao ar toda terça-feria às 8h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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