Acordo para testes de vacina da covid-19 reforça qualidade da ciência brasileira

Segundo Glauco Arbix, a disparada dos casos no Brasil também foi determinante para que o acordo fosse assinado

Na coluna Observatório da Inovação desta semana, Glauco Arbix trata da assinatura do Brasil no acordo com a Universidade de Oxford e com a AstraZeneca para desenvolver os testes ligados à vacina contra a covid-19. “É uma notícia extremamente importante, ainda que tardiamente”, comenta ele, que ressalta a importância da ciência brasileira. Segundo ele, a qualidade da pesquisa realizada aqui possibilita o engajamento do Brasil na produção da vacina. 

No entanto, a disparada no número dos infectados no Brasil também é ponto-chave, “e triste, ao mesmo tempo”, para que o Brasil tenha sido escolhido. “A assinatura ainda é surpreendente, depois de críticas diárias por parte do governo às universidades e à ciência brasileira. Há ainda as atitudes que dificultam o entendimento e o próprio combate da pandemia, em especial a posição negacionista”, aponta Arbix.  

O professor, no entanto, reforça: “O Brasil tem equipamentos, laboratórios, gente bem qualificada exatamente para desenvolver vacinas importantes, avançadas e com tecnologias de alta complexidade”. Ele cita, como exemplo, a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), o Instituto Butantan e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que já mostraram “sua capacidade quando desenvolveram atividades relacionadas ao H1N1, à doença de Chagas, ao vírus zika, HIV, quer dizer, o Brasil tem capacidade construída ao longo de décadas, que permite ao País dar esse passo”.

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Observatório da Inovação
A coluna Observatório da Inovação, com o professor Glauco Arbix, vai ao ar toda segunda-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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