A série sobre grandes tipógrafos editores apresenta Christophe Plantin

A professora Marisa Midori volta aos primórdios da tipografia para falar sobre o impressor da chamada “Bíblia Poliglota”

Dando continuidade à série sobre os grandes tipógrafos editores, a professora Marisa Midori fala sobre Christophe Plantin, que, em 2020, comemoraria 500 anos. Segundo ela, o Ano Plantin vai promover vários colóquios na Europa para rememorar sua trajetória.

“Plantin nasceu em 1520, é francês de origem e aprendeu o ofício das artes manuais, principalmente da arte da encadernação. Em 1548 sai da França, que passava por um momento difícil, e vai para Antuérpia, onde se dedica à arte da encadernação e de uma arte mais fina, da decoração de porta-joias. Ele se torna célebre, mas um assalto prejudica esse ofício, que exigia muita habilidade. É a partir daí que se torna tipógrafo, abrindo sua oficina em 1570”, conta a professora. Ela ainda comenta que Plantin se torna o impressor do Rei Felipe II, do Império Espanhol, e se envolve em diversos projetos editoriais, o mais importante deles, a Bíblia Poliglota, impressa entre 1568 e 1573, em seis volumes.

Aqui no Brasil, como afirma Marisa, não existem obras de Plantin, mas ela indica o livro Um Mundo Sobre Papel – Livros, Gravuras e Impressos Flamengos nos Impérios Português e Espanhol (Edusp/Editora UFMG), organizado por Werner Thomas, Eddy Stols, Iris Kantor e Júnia Furtado, no qual os estudiosos se voltam para as obras publicadas na oficina de Plantin, que se dirigem a Portugal e Espanha.

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