A questão dos livros no mês das celebrações do bicentenário da Independência do Brasil

A professora Marisa Midori fala sobre de que modo esse fato repercutiu nos impressos, dos livros à formação dos leitores brasileiros

 30/09/2022 - Publicado há 2 meses
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“A pergunta que tenho ouvido durante algumas intervenções que realizei neste mês é a seguinte: de que modo a Independência repercutiu na questão dos impressos, dos livros, das bibliotecas e da formação dos leitores brasileiros?” diz a professora Marisa Midori, que aborda a questão em sua coluna Bibliomania desta semana.

A professora parte de uma afirmação de Nelson Werneck Sodré, em sua História da Imprensa no Brasil, que o livro aqui nasce herético para explicar não só como a questão da Independência reflete nos livros, mas também como ficou o controle sobre os impressos produzidos ou importados após a Independência.

“Na verdade, o livro no Brasil nasce caro, raro e herético – e esta será uma constante de longa duração. É claro que a censura oficial, aquela promovida pela Igreja e o Estado, foi extinta após a Revolução do Porto, em 1820. Também é certo que, após a Independência, houve o crescimento e a expansão de tipografias não apenas na Corte do Rio de Janeiro, mas em várias capitais brasileiras. E esse movimento alavancou a produção de jornais, mais do que a de livros”, comenta Marisa, contando ainda que foi a Impressão Régia, inaugurada no Rio de Janeiro, em 1808, que libertou o País de mais de três séculos de indigência tipográfica.


Bibliomania
A coluna Bibliomania, com a professora Marisa Midori, vai ao ar toda sexta-feira às 9h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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