A evolução da guitarra elétrica permite que os guitarristas criem sons diversos e mais potentes

No início o instrumento era apenas um violão eletrificado, mas hoje sua sonoridade múltipla representa o rock

Na edição do programa História do Rock desta semana o professor Mario De Vivo continua a série sobre a evolução da sonoridade do rock, e desta vez fala sobre o instrumento mais simbólico do rock, a guitarra elétrica.

Segundo o professor, a guitarra elétrica em seu surgimento era semelhante ao violão. Com o passar dos anos evoluiu e atualmente é capaz de apresentar diversos sons que vão de sonoridades refinadas, distorcidas, potentes e até mesmo soar como harpas celestiais. 

De Vivo traz para o programa a comparação entre timbres de duas das guitarras mais aclamadas e conhecidas no mundo do rock, a primeira da marca Gibson, com o modelo Les Paul, e a outra da marca Fender, com o modelo Stratocaster. 

Segundo o professor, é possível perceber que o timbre da Les Paul é mais rico e arredondado, enquanto o da Strato é mais “ardido”. Isso se deve aos captadores, muito diferentes em cada um dos modelos. As Les Paul normalmente vêm equipadas com captadores duplos do tipo humbucker, ou abafadores de ruído, enquanto que as Stratocaster vêm com captadores single coil.

De Vivo também diz que os timbres das guitarras foram ainda mais modificados por artefatos eletrônicos conhecidos popularmente como pedais, já que os guitarristas costumam preferir acionar os efeitos usando os pés. Os pedais são amplamente utilizados pelos guitarristas e alguns dos exemplos de efeitos são as distorções e os overdrives.

Ouça no player acima a íntegra do programa História do Rock.

Os ouvintes podem enviar sugestões e comentários para o e-mail: rocknausp@usp.br.

 

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