A bibliofilia é elitista?

A professora Marisa Midori fala sobre esse amor aos livros, desde os tempos dos manuscritos

 06/11/2020 - Publicado há 1 ano
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Na coluna Bibliomania desta semana, a professora Marisa Midori fala sobre a bibliofilia. “Acaba de sair um documentário sobre antiquários que me fez pensar na seguinte questão: a bibliofilia é elitista?, questiona, e responde: “A bibliofilia (do latim, amor aos livros) é uma prática bastante elitista”.

A professora comenta sobre essa prática, desde os tempos dos manuscritos, quando ela conformava um circuito estreitíssimo de religiosos, nobres e aristocratas orgulhosos de suas coleções, passando pelos primeiros livros impressos após a invenção de Gutenberg, quando alguns volumes se tornaram objeto de cobiça graças ao engenho e à arte dos primeiros tipógrafos. Também fala sobre como a bibliofilia podia alterar o circuito de recepção de um livro, caso de A Nave dos Loucos (Das Narrenschiff), de Sebastien Brant, publicado em alemão em 1494 e traduzido primeiro em latim e depois vertido para diferentes línguas.

Afinal, a bibliofilia é uma prática elitista? “Sim e não, responderia o célebre bibliófilo Umberto Eco, em Memória Vegetal e outros escritos sobre bibliofilia. É claro que todo bibliófilo é saudosista, sonha com o livro que talvez nunca tenha tocado, sonha com o livro sonhado e, havendo posses, é capaz de cruzar o mundo e despender milhões para satisfazer seu desejo”, afirma.


Bibliomania
A coluna Bibliomania, com a professora Marisa Midori, vai ao ar toda sexta-feira às 9h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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