USP Analisa #46: Pesquisadoras reforçam segurança de vacinas contra a covid-19

No sexto episódio do especial sobre vacinas do USP Analisa, Letícia Sarturi Pereira e Isabela Martins Gonzaga também comentam a razão da ausência de crianças e adolescentes nos testes iniciais dos imunizantes

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Jornal da USP
USP Analisa #46: Pesquisadoras reforçam segurança de vacinas contra a covid-19
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Apesar da vacinação contra a covid-19 já estar demonstrando bons resultados na redução da mortalidade de idosos, algumas pessoas ainda têm dúvidas sobre a segurança dessas vacinas. Outro ponto que também provoca questionamentos é a ausência das crianças e adolescentes nos testes iniciais dos imunizantes. Para discutir esses e outros tópicos, o USP Analisa segue exibindo um especial sobre o tema e conversa nesta semana com a professora universitária e apresentadora do podcast Escuta a Ciência!, Letícia Sarturi Pereira, e com a biomédica e pós-doutoranda pelo Princess Margaret Cancer Centre de Toronto, no Canadá, Isabela Martins Gonzaga, que também é idealizadora do projeto de divulgação científica Pretty Much Science.

Isabela destaca a segurança dos imunizantes, que passam por um cuidadoso processo de liberação para uso. Ela ressalta, porém, que ainda é preciso entender vários pontos sobre eles no médio e longo prazo, como o padrão de proteção e a eficácia na redução de casos.

“Durante a vacinação, a gente consegue pegar diferentes faixas etárias que estão expostas a essa nova vacina e avaliar o padrão de proteção em cada uma delas. Isso é muito importante para que a gente mantenha um plano de vacinação ao longo do tempo. A gente também precisa avaliar por quanto tempo a vacina é capaz de oferecer proteção. Todos os estudos clínicos vigentes hoje acompanham os voluntários por pelo menos dois anos. Isso também é importante para saber por quanto tempo as vacinas são eficazes para manter os casos reduzidos ou se é preciso desenvolver novas vacinas ou variações dessas vacinas e a gente faça vacinações periódicas, como é no caso da gripe”, explica ela.

Segundo Letícia, as vacinas existentes não foram testadas em crianças e adolescentes, porque essa faixa etária apresentava uma resistência maior ao vírus no início da pandemia e também devido à existência de um grupo padrão comumente usado nos estudos, entre 18 e 65 anos. 

“A gente pega quem é mais prioritário nesse momento, a faixa etária usada na maior parte dos estudos, para ter então um padrão de vacinas. Liberado esse padrão, a gente começa a fazer teste em grupos secundários. A Moderna, por exemplo, em dezembro já anunciou que estava iniciando testes com crianças e adolescentes”, diz ela.

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