USP Analisa #22: Pandemia e trabalho remoto trazem discussão sobre proteção de dados

Em entrevista ao USP Analisa, docente da FFCLRP diz que atraso na entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados representa retrocesso para o País

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USP Analisa #22: Pandemia e trabalho remoto trazem discussão sobre proteção de dados
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Com a necessidade de trabalho remoto trazida pela pandemia de covid-19, a proteção de dados ganhou um status de destaque novamente. Ataques a aplicativos de videoconferência no início do ano também mostraram o quanto nossas informações ainda estão vulneráveis. Para discutir esse tema e abordar a Lei Geral de Proteção de Dados, que, mesmo após dois anos de aprovação, ainda aguarda para entrar em vigor, o USP Analisa exibe, a partir desta semana, um especial em dois programas com o docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP Evandro Eduardo Seron Ruiz.

Outra questão envolvendo dados pessoais trazida durante a pandemia foi o uso de informações de localização dos telefones celulares para monitorar o isolamento social. Evandro Ruiz lembra que outros aplicativos já utilizam esses dados, como Uber e WhatsApp, e até mesmo alguns países, como Coreia do Sul, China e Índia, usaram os celulares para monitorar pessoas infectadas pelo sars-cov-2. Ele ressalta, porém, que dados médicos, de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados, são considerados dados sensíveis.

“Quando você avalia essa situação dos dados sensíveis e dos dados pessoais, você tem sempre que pensar que o problema pode não estar entre o seu aparelho e o dado que o governo quer. Tem sempre uma eventualidade de um terceiro usar, armazenar esses dados e fazer sabe-se lá o quê com esse dados. E esse terceiro pode ser um hacker”, alerta ele.

O docente considera ainda um retrocesso o fato de a Lei Geral de Proteção de Dados ainda não ter entrado em vigor. Segundo ele, isso prejudica a atuação de empresas brasileiras no exterior e empresas internacionais no Brasil. “A gente tem, por exemplo, empresas de educação nacionais que atuam no exterior e empresas de educação internacionais que atuam no Brasil. O trânsito de dados dos alunos é fundamental e fica impossível fazer esse trânsito a países que não oferecem uma autoridade nacional de proteção de dados e uma lei de proteção de dados nacional”, diz.

O USP Analisa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram.


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O USP Analisa Vai ao ar pela Rádio USP às quartas-feiras, às 18h05, com reapresentação aos domingos, às 11h30, e também está disponível nos principais agregadores de podcast. O programa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP. Apresentação e edição: Thaís Cardoso. Produção: João Henrique Rafael Junior. Coordenação: Rosemeire Talamone. 

 

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