Sobrepeso e obesidade influenciam de forma negativa na frequência escolar

Pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP mostra que o aumento no IMC e sobrepeso em crianças e adolescentes reduz a chance de eles irem para a escola em até 35%

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Jornal da USP
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Sobrepeso e obesidade influenciam de forma negativa na frequência escolar
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A economista Ida Bojicic Ono realizou uma pesquisa de doutorado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, onde mostra que o aumento da variável Índice de Massa Corpórea (IMC) e excesso de peso em crianças podem impactar negativamente na frequência escolar. “Um aumento de uma unidade no IMC em crianças e adolescentes reduz a chance de eles irem para a escola em 13,3%. Se levarmos em conta a variável excesso de peso, o percentual chega a aproximadamente 35%”, revelou a pesquisadora na entrevista desta quinta-feira (2) no podcast Os Novos Cientistas.

Para realizar o estudo Perfil nutricional e desempenho escolar: impactos do sobrepeso e obesidade das crianças e adolescentes na frequência e proficiência escolar no Brasil, Ida contou com a orientação da professora Ana Lucia Kassouf, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq. A pesquisa utilizou informações de bases de dados das pesquisas do INEP e do IBGE abrangendo os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental (a nível nacional) e das crianças e adolescentes entre 6 e 19 anos de idade. Foram utilizadas três pesquisas distintas: Prova Brasil e PeNSE do INEP e POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) do IBGE. A construção da amostra foi feita para os anos de 2009 (Prova Brasil e PeNSE) e 2002/2003 e 2008/2009, para a POF.

Para aprimorar os resultados, a pesquisadora aponta a necessidade de explorar uma base de dados mais atual. “Dependemos da disponibilização destes dados em nível nacional principalmente aqueles que tratam das medidas antropométricas (peso e altura) das crianças e adolescentes no Brasil. O fato é que os resultados aqui apontados trazem não somente a informação da necessidade de uma alimentação saudável para as famílias, mas também dentro das escolas”, destaca a economista.

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