Saúde Sem Complicações #82: Sequência de Robin causa problemas respiratórios e alimentares em bebês

Mandíbula pequena, queda da língua e a obstrução respiratória são as principais características da doença que atinge recém-nascidos

Jornal da USP
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Saúde Sem Complicações #82: Sequência de Robin causa problemas respiratórios e alimentares em bebês
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O podcast Saúde Sem Complicações desta semana recebe Isabel Cristina Drago Marquezini Salmen, professora do curso de Medicina da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Médica intensivista pediátrica e chefe técnica dos serviços médicos do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) da USP em Bauru, a especialista fala sobre a síndrome conhecida por sequência de Robin. 

O que é sequência de Robin?

Conta Isabel que a sequência de Robin é uma doença caracterizada pelo “queixinho pequeno, que leva a uma queda da língua dentro da boca”, causando uma “compressão da faringe, atrapalhando a passagem do ar”.

Sintomas e causas da sequência de Robin

Dificuldade respiratória e alimentar, principalmente em bebês pequenos, são os sintomas mais comuns da doença. Segundo a professora, existem graus variados de intensidade da patologia, passando por casos leves até os mais graves, prejudiciais nos primeiros meses de vida da criança. Além disso, “existem dois grupos distintos: a sequência de Robin isolada, que não vem associada a uma síndrome conhecida, ou quando ela se associa”. Essa diferenciação, segundo Isabel, ocorre pela etiologia variável da doença e pela falta de consenso sobre a sua origem. A ideia mais aceita atualmente, informa, está atrelada a fatores genéticos. 

Diagnóstico e tratamento da sequência de Robin

Através de ultrassons, atualmente já é possível detectar a doença durante a gestação; mas, de acordo com a especialista, a maioria dos casos é diagnosticada pelo médico no nascimento do bebê pelas características físicas mais comuns, como o queixo pequeno e a fenda no céu da boca.

O tratamento da doença é feito por acompanhamento médico nos primeiros meses de vida. Com o passar do tempo, as características físicas e as más-formações vão melhorando, “tornando-se quase imperceptíveis quando atingem a faixa etária dos 6 anos”, conta Isabel. Já em casos onde há fissura do palato, é necessário intervenção cirúrgica para a correção.

Os ouvintes podem enviar sugestões de temas e comentários para o e-mail: ouvinte@usp.br.


Saúde sem complicações

Produção e Apresentação: Mel Vieira
Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão Preto
Edição: Rita Stella
E-mail: ouvinte@usp.br
Horário: terça-feira, às 13h.
Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS
 

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