Políticas públicas de atendimento a travestis e transexuais são analisadas em estudo

Políticas públicas de atendimento a travestis e transexuais são analisadas em estudo
Novos Cientistas

 
 
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Na entrevista desta quinta-feira (17) dos Novos Cientistas, o pesquisador Flavio Daiji Kishigami falou de seu estudo realizado na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. A dissertação de mestrado intitulada  Políticas públicas: lazer e turismo como instrumento de inserção social de travestis e transexuais em vulnerabilidade social, que teve como orientador o professor Edmur Antonio Stoppa, traz uma análise de algumas das políticas públicas criadas na gestão do prefeito Fernando Haddad (2013-2016) voltadas para atender travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade.

Como contou Kishigami, essas pessoas, de um modo geral, possuem uma narrativa histórica construída de forma violenta e permeada pela exclusão, que muitas vezes se inicia ainda na infância pela expulsão de casa pelos pais, não tendo acesso à educação formal, saúde e lazer. “Como consequência, a prostituição de rua torna-se uma das poucas alternativas de sobrevivência”, relatou o pesquisador. É muito comum, dentro desse contexto de marginalidade, o consumo e o vício de drogas lícitas e ilícitas.

Kishigami destacou na entrevista que em 2016 surgiu o abrigo Centro de Acolhida Especial (CAE) Florescer. Além do acolhimento, moradia e alimentação, o local se utiliza de atividades de lazer e turismo, sob uma perspectiva social e uma ação educacional não formal, tornando as práticas em uma ferramenta de inserção social, promovendo inúmeras intervenções e saídas que podem ocorrer também através de parcerias com outras políticas públicas, voluntariado ou até mesmo com a iniciativa privada. A boa notícia da pesquisa é que as políticas de atendimento a esse público se mantiveram nas gestões seguintes, como informou Kishigami. Além de entrevistas, o pesquisador utilizou referências bibliográficas para realizar seu estudo.