Pílula Farmacêutica #42: Adesivos transdérmicos levam medicação diretamente para a corrente sanguínea

Forma simples e segura, desde que orientada por médico ou farmacêutico, a administração de remédios por via transdérmica libera o fígado da filtragem do fármaco

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Pílula Farmacêutica #42: Adesivos transdérmicos levam medicação diretamente para a corrente sanguínea
Pílula Farmacêutica

 
 
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A ingestão de medicamentos é a via mais comumente usada para tratamentos de saúde. É uma forma simples e segura, desde que prescrita pelo médico e orientada pelo farmacêutico. Mas além dessa, ao longo dos anos, a ciência desenvolveu outras formas de administração de remédios para que os tratamentos estejam acessíveis a qualquer tipo de paciente, como os medicamentos em aerossol ou de administração rectal, vaginal ou auricular, que são bastante conhecidos. 

Existe uma outra via, também simples e menos conhecida, a transdérmica. Realizada através de adesivos colados na pele, essa forma de administrar remédios é apresentada por esta edição do Pílula Farmacêutica pela acadêmica Giovanna Bingre, orientanda da professora Regina Andrade, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP.

Giovanna explica que o termo transdérmico está relacionado com a pele e suas três camadas: epiderme, a externa, derme, a intermediária, e a hipoderme, mais interna. E, para que o remédio possa penetrar a pele e chegar à corrente sanguínea, ele “precisa possuir propriedades físico químicas ideais para atravessar o estrato córneo”, que está localizado na parte mais superficial da pele, a epiderme. Segundo a acadêmica, o estrato córneo é o responsável pela resistência e permeabilidade da pele. Para ultrapassá-lo, a substância deve ter um determinado tamanho, polaridade e solubilidade. Assim, o “fármaco penetra nos vasos e cai na corrente sanguínea, conseguindo a ação sistêmica desejada. Por cair direto no sangue, o medicamento não precisa ser filtrado pelo fígado, como os de administração oral”, conta Giovanna.

O remédio é colocado em um “reservatório pequeno, coberto por uma membrana que fica em contato com a pele”, os adesivos ou patches, que podem ficar por semanas liberando o medicamento no organismo a ser tratado. São medicações amplamente comercializadas em farmácias e drogarias, sendo os mais famosos os adesivos de nicotina e os anticoncepcionais.

Ouça este episódio do Pílula Farmacêutica na íntegra no player acima.

 

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