Pílula Farmacêutica #67: Óleos essenciais podem auxiliar como terapia complementar, não substituindo tratamento médico

A técnica, muito antiga, promove saúde e bem-estar por meio do cheiro dos óleos essenciais

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Jornal da USP
Pílula Farmacêutica #67: Óleos essenciais podem auxiliar como terapia complementar, não substituindo tratamento médico
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O tema deste episódio do Pílula Farmacêutica fala da técnica dos aromas, que utiliza óleos essenciais extraídos de diversas partes da planta, da semente à raiz, sendo seus componentes variáveis, dependendo do método de extração, do habitat da planta e até do horário da colheita.

A acadêmica Giovanna Bingre, orientada por Regina Andrade, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, conta que, para extrair o óleo essencial de uma planta, geralmente usa-se a destilação, com vapor d’água, seguida de prensagem, resultando em um líquido volátil de aromas variados.

Essas substâncias, obtidas na forma de óleos essenciais, podem ser usadas de forma tópica, aplicadas sobre a pele, ingeridas ou inaladas. Giovanna diz que, ao contato com o sistema olfativo, as moléculas do óleo se ligam ao sistema nervoso central, ativando o sistema límbico, que é responsável por diversas funções do organismo, entre elas o controle de memória e das emoções.

Para que serve a aromaterapia?

Segundo a acadêmica, a aromaterapia é realizada, comumente, através de difusores; para o controle da ansiedade, os óleos mais usados são lavanda, camomila, bergamota e patchouli. Para amenizar a dor, estão os óleos de hortelã, eucalipto e sálvia. 

Mas o processo de extração desses óleos, originando a pureza adequada, não é tarefa simples. Giovanna alerta para a quantidade de produtos à base de óleos essenciais não puros, misturas diferentes no mercado. “O ideal é que o consumidor procure saber se os óleos foram prensados a frio e se os insumos que o produtor usa são de boa qualidade.”

Como funciona a aromaterapia?

Como uma terapia complementar, assim como a acupuntura e a homeopatia, a aromaterapia “não substitui tratamento médico e medicamentoso e está totalmente vedada para tratar questões urgentes de saúde”. Segundo Giovanna, a aromaterapia cuida da saúde e não da doença, sendo uma opção de medicina alternativa.

A acadêmica exemplifica, dizendo que não se deve usar aromaterapia como tratamento único contra uma enfermidade, mas que, ao mesmo tempo, o uso combinado do óleo essencial com a medicação alopática pode trazer benefícios “para a manutenção do bem-estar geral, com eficiência comprovada para certas finalidades”.

 


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