Momento Tecnologia #49: Software auxilia gestores a escolherem o melhor sistema de tratamento de esgoto

O ETEx leva em consideração condições específicas de cada município, avalia os principais sistemas de esgoto utilizados no País e sugere as opções mais viáveis

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Jornal da USP
Momento Tecnologia #49: Software auxilia gestores a escolherem o melhor sistema de tratamento de esgoto
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O saneamento básico é importante para a prevenção de doenças, da mortalidade infantil e da melhoria dos índices de educação, mas, no Brasil, o acesso a esse serviço não é igualitário. Somente 54,1% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgoto; apenas 49,1% dos esgotos do País são tratados. Os dados são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), de 2019, disponibilizados pelo Trata Brasil. Para ajudar na ampliação do acesso ao saneamento básico no País, pesquisadores da USP desenvolveram o ETEx, um software que auxilia municípios na busca pela melhor opção de sistema de tratamento de esgoto.

Atualmente, o Brasil conta com diferentes tipos de sistemas para tratamento de esgoto. Entre os mais utilizados estão o tratamento de esgoto por meio de lodos ativados, de lagoas de estabilização, de tratamentos anaeróbios e aeróbios de esgoto. O ETEx compara seis tipos de sistemas de tratamento mais usados no País, apresentando os respectivos custos de implantação, operação e manutenção, para auxiliar gestores municipais na escolha do mais adequado para a cidade. “É importante que o gestor, para a tomada de decisão, seja bem amparado no sentido de que ele possa ter ali uma avaliação preliminar de uma gama de alternativas que vão fazer o mesmo tratamento, mas que tenha diferentes características em relação a essas três principais preocupações: tem que ser barato, eficiente e tecnicamente bem projetado”, explica o professor Alexandre Leoneti, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-RP) da USP de Ribeirão Preto.

O software leva em consideração diversos aspectos do município para sugerir aos gestores os sistemas de tratamento de esgoto mais adequados. São avaliados o clima, a temperatura, a disponibilidade de área, a condição geotécnica do solo, se é alagado ou se está sob rocha, a disponibilidade de assistência técnica e, por fim, a quantidade de energia elétrica necessária para o funcionamento. 

Conforme Renato Crivelenti, assistente técnico do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo, órgão ligado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente que gerencia, administra e protege os recursos hídricos do Estado, os sistemas de tratamento de esgoto são divididos em dois tipos principais: os aeróbios, que utilizam micro-organismos dependentes de oxigênio, e os anaeróbios, compostos de micro-organismos que não dependem de oxigênio para sobreviver. No Brasil, o sistema anaeróbio é o mais utilizado. Os micro-organismos são os responsáveis por consumir a matéria orgânica presente no esgoto e para isso passam por reatores.


Momento Tecnologia
Edição de roteiro: Denis Pacheco
Edição de som:  Guilherme Fiori
Edição geral: Cinderela Caldeira
E-mail: ouvinte@usp.br
Horário: Quinzenalmente, terças-feiras, às 8h05

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