Momento Odontologia #85: Mau hálito pode ser sintoma de algo errado no organismo

Programa Momento Odontologia traz informações sobre a halitose, condição que provoca o mau hálito; causas bucais e gastrointestinais podem ser o motivo

Jornal da USP
Momento Odontologia #85: Mau hálito pode ser sintoma de algo errado no organismo
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A sensação de estar com mau hálito, por si só, já causa uma apreensão enorme. Agora, já imaginou conviver com esse problema diariamente? Ter mau hálito pode ser bastante difícil para quem sofre com a condição, que tem nome e causas específicas: halitose. 

Em entrevista ao programa Momento Odontologia desta semana, o professor Vinícius Pedrazzi, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, explicou que “a halitose é um sinal de má higiene oral ou de algo errado no organismo”. 

Causas do mau hálito

O professor contou que antigamente acreditava-se que as maiores causas de halitose estavam relacionadas ao aparelho digestivo ou ao trato respiratório superior, mas que “hoje já se sabe que cerca 95% das causas são bucais”. 

Entre as principais causas estão a saburra lingual, que é o biofilme que fica no dorso da língua; a doença periodontal; alimentos em decomposição entre os dentes; causas sistêmicas, como sinusite, problemas nas vias respiratórias ou até mesmo refluxo. 

“Mas a maior parte das causas é a de sujeiras no dorso da língua, doença periodontal, doenças de gengiva e falta do uso de fio dental, provocando decomposição de alimentos”, resume Pedrazzi. 

Sintomas 

Além do mau hálito, a halitose pode ter outros sintomas ou sinais. “Um deles é a boca seca”, explica Pedrazzi. Além disso, a sensação de garganta colando e dificuldade em falar também podem ser indicativos. 

E a halitose pode trazer ainda mais problemas, caso suas bactérias não sejam removidas do dorso da língua. “Algumas bactérias podem ser deglutidas, o que pode levar esse biofilme até os pulmões, chegar nos brônquios e provocar uma pneumonia por aspiração.” 

Tratamento

O tratamento pode ser bem simples e, na maioria dos casos, se resume a melhorar a higiene bucal, com uso de fio dental e higienizador de língua. Já em casos como uma doença periodontal, o tratamento envolve uma cirurgia. 

Pedrazzi explica que o dentista também pode recomendar uma grande ingestão de água para o paciente, o que pode ser muito importante. Isso porque a xerostomia, popularmente conhecida como boca seca, “provoca mau hálito pela decomposição de alimentos, micro-organismos e também células epiteliais descamadas”. 

Mas se o problema persistir mesmo com o tratamento, o paciente deve procurar um cirurgião-dentista. Caso o problema não seja resolvido, ele poderá ser encaminhado para um médico do trato respiratório, como um otorrinolaringologista ou gastroenterologista. 

Pedrazzi ainda dá uma dica para saber qual o possível causador da halitose. “O paciente deve usar enxaguante bucal por cerca de uma semana, a cada refeição. Se o problema melhorar, diminuir ou até mesmo desaparecer, a causa é bucal.”  

Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone
CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)
Edição Sonora: Gabriel Soares
Edição Geral: Cinderela Caldeira
E-mail: ouvinte@usp.br
Horário: segunda-feira, às 8h05
Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS  
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