Método fotoelástico proporciona resultados mais precisos em próteses dentárias

Pesquisadores da Faculdade de Odontologia da USP estão empregando modelos que proporcionam análises mais precisas das tensões na mastigação e podem auxiliar no tratamento com reabilitações protéticas

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Jornal da USP
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Método fotoelástico proporciona resultados mais precisos em próteses dentárias
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Na entrevista desta quinta-feira (22) no podcast Os Novos Cientistas, o cirurgião-dentista José Pimentel Girard descreveu como vem utilizando em seu estudo de doutorado, na Faculdade de Odontologia (FO) da USP, um método capaz de tornar mais eficientes e menos sujeitos a erros os tratamentos que sugerem o uso de próteses totais. O método fotoelástico analisa a força aplicada pelo indivíduo sobre dentes e estruturas protéticas, ao mastigar, e pode prever com maior exatidão como será a distribuição das tensões sobre essas próteses, uma vez instaladas na boca. “Ou seja, o esforço que é feito no processo de mastigação”, explicou Girard.

Em seu trabalho de doutorado, Girard é orientado pela professora Dalva Cruz Laganá, do Departamento de Prótese, onde também conta com a participação de outros colaboradores. “Estamos realizando as análises em tratamentos de reabilitação oral, com próteses e implantes osseointegrados”, descreveu o pesquisador. As próteses totais (dentaduras) são empregadas como tratamento para desdentados totais que constituem, no Brasil e no mundo, um problema de saúde pública.

Após testar em laboratório o método de elementos finitos, o de avaliação por eletrocondução e a avaliação por fotoelasticidade, os pesquisadores optaram por usar nas pesquisas o método da fotoelasticidade, já que o mesmo é amplamente difundido na odontologia e permite avaliar, por meio de simulações em laboratório, as tensões mastigatórias. Segundo Girard, a tecnologia também proporcionou o desenvolvimento de “pacientes virtuais”, praticamente reproduzindo características reais de um paciente, bem como o desenvolvimento de novos dispositivos de pesquisa que foram impressos em 3D. “Dessa forma, constituímos em nosso estudo um modelo principal [modelo mestre-referência] e corpos de prova que foram utilizados para os testes. A partir deles, foram confeccionados modelos com material resinoso, dando origem aos modelos fotoelásticos”, descreveu o pesquisador.


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