Jornal da USP no Ar – Medicina #07: A emocionante história dos gêmeos Enzo e Benjamin

Baixa taxa de doação de órgãos afeta transplantes pediátricos. O caso de meninos gêmeos com cardiopatia chamou a atenção para baixo potencial de doação nessa faixa etária. Ainda neste episódio, um alerta. Casos de demência vão triplicar e Alzheimer não é a única causa
Psiquiatra do HC diz que, embora relevante, mal de Alzheimer não é o único culpado pela perda da função cerebral

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Jornal da USP no Ar – Medicina #07: A emocionante história dos gêmeos Enzo e Benjamin
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O Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), tratou do caso dos irmãos gêmeos Enzo e Benjamin, que enfrentavam a mesma doença cardiovascular, chamada cardiomiopatia dilatada. Em 2017, a família os trouxe, com poucos meses de vida, do Maranhão para São Paulo, em busca de tratamento adequado. A doença das crianças consiste num conjunto de alterações do miocárdio que acaba levando à dilatação do coração, causando insuficiência cardíaca. Ambos estavam sendo medicados, mas houve a necessidade de transplante – ao qual Enzo foi submetido com sucesso. Benjamin permanece estável e aguardando na fila de transplantes, organizada segundo critérios rigorosos do governo federal.

O caso chamou a atenção para alguns problemas logísticos de situações como essa. Luiz Fernando Caneo, cirurgião cardiovascular da Unidade Cirúrgica de Cardiopatias Congênitas do InCor, foi o responsável pelo transplante de Enzo e conversou com o Jornal da USP no Ar. O especialista afirma que a grande dificuldade foi encontrar um órgão disponível, devido ao baixo número de doações dessa faixa etária.

O outro tema deste episódio trata de uma doença do envelhecimento. A população mundial envelhece em ritmo vigoroso, e os índices de casos de demência progridem em conjunto. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a estimativa é de que 152 milhões de pessoas serão afetadas até 2050. Existem diversas doenças que podem levar à condição de demência, e entre elas a mais famosa e recorrente é a doença de Alzheimer. Entretanto, existem inúmeras outras possibilidades causadoras e o diagnóstico específico é imprescindível.

“Existe um excesso de atribuição indevido à doença de Alzheimer como causa de demência na população. Muitas vezes a pessoa tem um quadro demencial e se assume que aquilo é Alzheimer”, explica o professor Orestes Forlenza, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ao Jornal da USP no Ar. Ele reforça que, embora o Alzheimer seja mais frequente, o diagnóstico específico se faz necessário, porque outras causas podem requerer um tratamento completamente diferente. Para isso se utilizam recursos tecnológicos, como equipamentos que obtêm imagens do cérebro, por exemplo.

Recentemente descoberta, a doença de Late evidencia a importância de se analisar minuciosamente cada quadro. Através de estudos feitos com pessoas que faleceram com demência, observou-se que boa parte dos casos, que acreditavam ser doença de Alzheimer, na verdade não tinha evidência patológica que a comprovasse.

Não se esqueça, essas e outras entrevistas você acompanha de segunda a sexta, das 7h30 a 9h30 da manhã, na Rádio USP 93,7 em São Paulo, 107,9 em Ribeirão Preto e streaming. Você pode baixar o podcast e ouvir a qualquer hora, acessando jornal.usp.br  ou utilizar seu agregador de podcasts preferido, no Spotify, iTunes e CastBox.

Apresentação e produção: Roxane Ré

Edição de Som: Cido Tavares


Jornal da USP no Ar 
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