História do Rock #8: O modo que se ouve música e o modelo de comercialização interferiram nas músicas em si, afirma produtor

Para Mario De Vivo, produtor do História do Rock, às vezes a mudança é muito sutil e não é possível demonstrar a causa, mas em alguns casos a mudança é evidente e a causa é óbvia

Por
Jornal da USP
Jornal da USP
História do Rock #8: O modo que se ouve música e o modelo de comercialização interferiram nas músicas em si, afirma produtor
/

Nesta semana, no História do Rock, o professor Mario De Vivo continua falando sobre como a forma com que o rock chega aos ouvintes mudou desde a metade do século passado. “Saímos do modelo de divulgação pelo rádio e venda de discos de vinil para os serviços de distribuição digital da música.” 

Nesses episódios, De Vivo questiona se essas mudanças tiveram impacto nas músicas em si ou se isso não tem nenhuma importância musical.  Para o professor, sim, o modo como se ouve e o modelo de comercialização mudou a música. “Às vezes a mudança é muito sutil e não é possível demonstrar a causa, mas em alguns casos a mudança é evidente e a causa é óbvia.” 

O professor convida o ouvinte a fazer a experiência auditiva de comparar duas situações: primeiro simular ouvir um álbum numa vitrola, em casa, na segunda metade da década de 1960. Na segunda, se imaginar ouvindo música no metrô, com fones de ouvido ligados no celular, e ouvindo uma playlist. Para a comparação, o professor apresenta as músicas Let there be more light e Remember the day, da banda Pink Floyd. 

Na segunda experiência auditiva, o professor sugere imaginar que o ouvinte ainda ouve música no metrô, com fones de ouvido e num serviço de streaming numa playlist com seu estilo preferido.  As músicas apresentadas pelo professor são as três primeiras de uma playlist real. A primeira da artista americana Sara Bereilles com a música King of anything, de 2010. A segunda a canção Everybody’s changing, de 2006, da banda inglesa Keane, e a terceira é uma colaboração da australiana Sia, com a participação do Rapper americano Kendrick Lammar, a canção se chama The greatest, de 2016.  “Podemos classificar essas canções como pop ou no caso do Keane, um pop rock.” 

Para o próximo episódio, o professor diz que vai explorar o rock da Europa Central e da Escandinávia. 

O História do Rock está no Facebook e os ouvintes podem enviar e-mail com dúvidas e sugestões para ouvinte@usp.br

Produção: Mario De Vivo e Gabriel Soares Apresentação: Mario De Vivo Edição: Gabriel Soares


Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.