Grupo que mantém viva memória do cangaço é tema de pesquisa na USP

Historiadora realiza estudo sobre Os Cangaceiros de Paulo Afonso, que rememoram a vida e a morte de Lampião pelas ruas da cidade de Paulo Afonso, na Bahia, no período de Carnaval

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Grupo que mantém viva memória do cangaço é tema de pesquisa na USP
Novos Cientistas

 
 
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Anualmente, desde 1956, durante o Carnaval, um grupo chamado Os Cangaceiros de Paulo Afonso desfila pelas ruas da cidade. Devidamente trajados com as roupas da época do cangaço, homens e mulheres encenam combates entre cangaceiros e a volante, típicos daquele período em que viveu Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Essa manifestação foi a base de uma pesquisa de mestrado apresentada na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. A autora do estudo, a historiadora Isabela Mouradian Amatucci, foi a entrevistada desta quinta-feira (3) em Os Novos Cientistas. Na pesquisa intitulada Sentidos da memória: a experiência do cangaço em Paulo Afonso – BA, Isabela contou como surgiu o grupo e de que forma seus componentes memorizam o cangaço.

Como destacou a pesquisadora, durante os Carnavais de Paulo Afonso, cangaceiros e volantes, devidamente trajados, saem pelas ruas da cidade de Paulo Afonso, combatendo entre si com punhais de madeira e espingardas munidas com balas de festim, cantando e dançando músicas de composição própria. “A festa é encerrada na terça-feira de Carnaval, com a morte de Lampião”, descreveu a historiadora.

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