Estudo traz alternativas na produção de cuidados a populações em situação de rua

Em pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, o psicólogo Mário César da Silva analisou a atuação dos consultórios na rua, que são serviços vinculados à atenção básica na cidade de São Paulo

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Estudo traz alternativas na produção de cuidados a populações em situação de rua
Novos Cientistas

 
 
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Em entrevista realizada nesta quinta-feira (7) no podcast Os Novos Cientistas, o psicólogo Mário César da Silva descreveu como empreendeu seu estudo na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP intitulado Das im-permanências do povo de rua à produção do comum: o Consultório na Rua como extituição. Sob a orientação da professora Yara Maria de Carvalho, o psicólogo usou como metodologia de pesquisa a cartografia. “A cartografia propõe que se caminhe junto com os grupos envolvidos para acompanhar as alterações no campo em que estes se encontram. Foi isso que fiz em meu estudo”, conta.

O pesquisador analisou a atuação dos consultórios na rua – serviços vinculados à atenção básica na cidade de São Paulo – fazendo um contraponto com a sua experiência na saúde mental, como técnico de um dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS AD) na região da Cracolândia, em São Paulo. Segundo Silva, o programa Consultório na Rua é formado por equipes multidisciplinares e que teve início em 2014 na cidade de São Paulo. “Trata-se de um programa que é vinculado às Unidades Básicas de Saúde e que trabalha desde a abordagem das pessoas nas ruas bem como nos Centros de Acolhimentos e envolve a saúde como um todo.”

O psicólogo contou que uma das ações durante o estudo foi exercitar entre as pessoas responsáveis pelos atendimentos o exercício da escrita coletiva. “Sugeri que narrassem em cartas as suas experiências durante uma semana”, disse. “Toda sexta-feira eu coletava o material e produzíamos as cartas coletivas contando como foi a nossa semana”, lembrou. Segundo Mário Silva, o trabalho de leitura das cartas, semanalmente, acabou possibilitando às equipes pensarem num outro jeito de produzir cuidados destinados àquelas pessoas.

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