Escritor russo Vassili Chukchin tem parte de sua obra traduzida em pesquisa

Nascido em 1929 na Sibéria, na então União Soviética, o escritor, diretor e roteirista Vassili Makárovitch Chukchin foi objeto de estudo da pesquisadora Diana Soares Cardoso, que traduziu cinco contos do autor escritos ao longo dos anos 1962-1973

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Jornal da USP
Escritor russo Vassili Chukchin tem parte de sua obra traduzida em pesquisa
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Na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, uma dissertação de mestrado traz a tradução de um escritor russo ainda pouco conhecido no Brasil: Vassili Makárovitch Chukchin. Em entrevista ao podcast Os Novos Cientistas desta quinta-feira (18), a pesquisadora Diana Soares Cardoso contou os motivos que a levaram a fazer uma tradução de parte da obra do autor russo. “Foi por sugestão da professora Maria de Fátima Bianchi, que também foi minha orientadora nesta pesquisa”, contou Diana, destacando que a cultura russa sempre foi seu interesse, desde o bacharelado na FFLCH.

Ainda pouco conhecido no Brasil, Chukchin nasceu em 1929 na Aldeia de Sróstki, na Sibéria, na então União Soviética. O escritor, diretor, ator, cenarista e roteirista foi extremamente produtivo durante os 16 anos nos quais se dedicou às belas letras e ao audiovisual, período interrompido repentinamente por sua morte, em 1974. Diana estudou a produção do escritor como contista em sua dissertação de mestrado e realizou uma tradução do russo para o português de um corpus composto de cinco contos escritos ao longo dos anos 1962-1973.

Segundo Diana, Chukchin começa a escrever em 1958 e sua linguagem é o diferencial em sua obra. “Bom lembrar que ele é um homem do cinema. É uma linguagem mais solta e coloquial”, destacou a pesquisadora. O contato com a obra de Chukchin permitirá ao leitor brasileiro conhecer um autor soviético, pós-Stalin, que vem do campo. “A maioria dos personagens são pessoas comuns, camponeses e idosos que enfrentam as dificuldades e os prazeres do seu tempo, como a burocracia soviética e as descobertas científicas”, contou Diana. “Os textos são engraçados”, acrescentou.


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