Contos biográficos contam as memórias olímpicas brasileiras

Pesquisa realizada na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP analisou a trajetória de quatro atletas olímpicos brasileiros e teve o objetivo de resgatar a memória olímpica brasileira para a sociedade, por meio de contos biográficos

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Novos Cientistas - USP
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Contos biográficos contam as memórias olímpicas brasileiras
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No podcast Os Novos Cientistas desta quinta-feira (16), o entrevistado foi o professor Rafael Campos Veloso. Ele é autor da tese de doutorado intitulada Trajetos entre alvoradas e crepúsculos: atleta e as muitas faces do mito do herói, defendida na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, sob a orientação da professora Katia Rubio. “Minha pesquisa busca resgatar a memória olímpica brasileira para a sociedade, por meio de contos biográficos”, contou o pesquisador.

Os contos biográficos são sobre quatro atletas olímpicos brasileiros: Soraya André, judoca paulistana; César Daneliczen, ciclista; Mário Eduardo Souto, do polo aquático; e Nelson Rocha dos Santos, do atletismo. De acordo com o professor, a pesquisa teve como principal objetivo a investigação do imaginário subjacente e o trajeto de vida percorrido por essas pessoas que se tornaram atletas olímpicos. “Vale lembrar que estas pessoas compõem uma população muito especial, de aproximadamente 2 mil pessoas num universo de mais de 200 milhões”, destacou Veloso.

A tese de Veloso foi publicada como livro, com o mesmo título. A obra traz os contos que mostram outros tipos de atletas, além dos vencedores. “São aqueles que eu denomino como ‘os carregadores de piano’. Aqueles que não aparecem, mas que nos proporcionam outras faces do herói. Eu os chamo como os heróis noturnos”, descreveu Veloso. Ao se interpretar as trajetórias de vida deles mostra que eles têm estruturas heroicas. “São outras faces, outras configurações heroicas, vamos dizer assim”, explicou o pesquisador. O livro resultante da tese também é uma forma de manutenção da memória de uma sociedade em relação a seus heróis olímpicos. “Eu entendo que isso demanda um trabalho constante dos setores que efetivamente se preocupem com isso. E esse trabalho o Grupo de Estudos Olímpicos da EEFE vem realizando”, destacou.

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