Cantora e professora da USP, Beatriz Raposo lança CD

Álbum traz dez composições de autoria de docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

 01/12/2022 - Publicado há 2 meses
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Imagem de capa do álbum lançado por Beatriz Raposo e Alessandro Penezzi – Foto: Reprodução

 

Neste domingo, dia 4, a cantora Beatriz Raposo, que também é professora do Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, lança nas plataformas digitais o CD O Infinito Está nas Canções, em parceria com o compositor e violonista Alessandro Penezzi. A obra conta com músicas autorais da dupla e regravações de clássicos do samba-choro, gênero da música popular brasileira que surgiu no século 19 no Rio de Janeiro.

O nome do álbum surgiu quando Beatriz realizava pesquisas para a sua tese de livre-docência, O Canto Fala Mais: Da Acústica à Cognição. “Eu passei a ouvir rádios de todo o Brasil para analisar as músicas tocadas e me deparei com uma infinidade de ritmos e gêneros musicais cantados em português. Foi assim que pensei que o infinito está nas canções”, relembra a cantora. Essa ideia está também no texto de abertura do CD: “O canto é o trampolim para uma imensidão e o infinito vem logo depois”.

O álbum contém a trilogia Manhã, Tarde e Noite, com letra escrita por Beatriz e arranjos musicais criados por Alessandro Penezzi. “O Alessandro tinha feito esses arranjos de harmonia avançada na aula de música da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Ele me mostrou quase como um desafio. Eu aceitei e escrevi primeiro Noite”, explica a professora cantora. Ela conta que, depois de escrever a primeira música, sentiu que tinha “um compromisso” com as demais composições, que resultou em Manhã e Tarde

“Por serem harmonias avançadas, são difíceis de cantar, porque não têm uma harmonia óbvia”, destaca Beatriz. Ela relatou que a experiência do canto de choro é particularmente trabalhosa, porque exige muito das cordas vocais e cuidado com o ritmo. “Tocar os instrumentos nesse gênero musical é difícil, mas é mais fácil controlar as mãos nas cordas do que a voz. É preciso muito treino.”

As músicas Bambino, de Ernesto Nazareth, lançada originalmente em 1910, e Preciso Me Encontrar, de Cartola, datada de 1976, foram objeto de estudo que viraram regravações do álbum. Beatriz explica que essas músicas são exemplos claros da aplicação da relação sílaba e nota musical, conceito básico nesse campo da ciência.

No total, o CD O Infinito Está nas Canções é composto de dez músicas: Agora é Cinza, Fala Baixinho, Manhã, Tarde, Noite, Modinha, Odeon, Preterida, Bambino e Preciso Me Encontrar. Cada uma das músicas conta com um texto de abertura escrito por Beatriz.

A história de Beatriz Raposo com a música começou na família. “Desde antes de nascer eu escuto música”, diverte-se. Na casa dos pais havia sons de piano, música erudita brasileira e samba. Outros ritmos do Romantismo e do Barroco também estiveram presentes. O gosto pela música foi acompanhado do desejo de aprender. Fez aula de violão por sete anos, mas não se tornou instrumentista, e sim cantora.

Ouça no link abaixo a música Tarde, de Beatriz Raposo e Alessandro Penezzi.

 


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