USP sedia conferência da Rede Internacional de Campi Sustentáveis

O encontro acontece entre os dias 11 e 14 e reúne especialistas do mundo todo

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Patricia Iglecias, Vahan Agopyan, René Schwarzenbach e Tércio Ambrizzi participaram da abertura da Conferência, realizada no Auditório István Jancsó da Biblioteca Mindlin – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A USP sedia pela primeira vez a Conferência da Rede Internacional de Campi Sustentáveis, que acontece entre os dias 11 e 14 de junho. Promovida anualmente pela Rede Internacional de Campi Sustentáveis (ISCN, na sigla em inglês para International Sustainable Campus Network), essa 13ª conferência tem como tema as Parcerias para o Progresso.

Como explica o presidente do Conselho da ISCN, René Schwarzenbach, “essa é uma oportunidade para trocarmos experiências sobre a cultura da sustentabilidade nas universidades e avaliarmos como o conhecimento sobre o meio ambiente está sendo transferido para a sociedade e como poderíamos nos relacionar melhor e estabelecer parcerias para o progresso”.

“Sendo uma das maiores universidades do mundo, a USP não ignora o impacto ambiental gerado por suas atividades e tem implementado ações que promovem a sustentabilidade em seus campi. Uma de suas primeiras iniciativas foi o Programa USP Recicla, criado em 1994, com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e promover a conservação do meio ambiente”, explicou o superintendente de Gestão Ambiental, Tércio Ambrizzi.

Além de palestras, workshops e mesas-redondas, a programação da conferência incluiu visitas a projetos como o Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática da USP (Cedir), ao Instituto Butantan e à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

O Professor Emérito e ex-reitor da USP, José Goldemberg, proferiu a palestra de abertura da conferência, falando sobre a pesquisa, o desenvolvimento e a utilização do etanol como combustível – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

“Além de implantarmos ações para tornar os campi cada vez mais sustentáveis, incentivar pesquisas sobre o meio ambiente e desenvolver políticas ambientais, as universidades têm a responsabilidade de preparar os futuros líderes mundiais. Nosso grande desafio é garantir que as futuras gerações sejam comprometidas com o meio ambiente, não apenas no discurso, mas como algo efetivo e presente no seu dia a dia”, afirmou o reitor Vahan Agopyan.

A diretora-presidente da Cetesb, Patrícia Faga Iglecias Lemos, que esteve à frente da Superintendência de Gestão Ambiental da USP entre 2016 e 2018, reforçou que “para alcançar nossos objetivos em termos de sustentabilidade, nós precisamos atuar em parceria: o governo, o setor privado, o setor produtivo e as universidades. Essa conferência é uma oportunidade para mostrar o que está sendo realizado em diferentes partes do mundo”.

A ISCN é uma rede composta de universidades de mais de 30 países, criada em 2007 com o objetivo de trocar experiências e discutir a sustentabilidade na pesquisa, no ensino e na gestão dos campi. Essa é a primeira vez que um país latino-americano sedia o evento.

Campus Sustentável

A Conferência da Rede Internacional de Campi Sustentáveis foi organizada na USP pela Superintendência de Gestão Ambiental (SGA), responsável pelas ações e projetos de conservação dos recursos naturais e da construção de uma universidade sustentável.

No começo de 2018, a Superintendência instituiu a Política de Ambiental da USP – um conjunto de princípios, objetivos, diretrizes e instrumentos jurídicos, desenvolvido para promover uma gestão ambiental integrada na Universidade, com a adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo, protegendo o meio ambiente e enfatizando a educação ambiental.

“Embora jovem, a SGA tem sido muito ativa desde a sua criação, em 2012, e já foi reconhecida internacionalmente pelos projetos que estão sendo implantados. Ano passado concluímos a elaboração e instituição da Política Ambiental da USP, agora o foco é implantar projetos como o das ciclovias e uso compartilhado de bicicletas, para aumentar a oferta de transporte limpo nos campi, e a instalação de painéis solares como fonte complementar de energia elétrica”, explicou o superintendente Tércio Ambrizzi, que assumiu o cargo em abril.

De acordo com Ambrizzi, “com isso, mostramos que a USP tem se colocado dentro do contexto global como uma universidade que busca a sustentabilidade e que seus projetos podem se tornar um exemplo para toda a sociedade”.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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