USP participa de consórcio internacional de universidades

Consórcio congrega 12 instituições da América Latina e é coordenado pela Fudan University

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O memorando de entendimento foi assinado pelos dirigentes das instituições durante o Shanghai Forum 2017. O professor da FEA Paulo Roberto Feldmann (o quinto da primeira fila, da esq. p/dir.) representou a USP no evento / Foto: Divulgação

Desde o início do mês de junho, a USP faz parte de um consórcio internacional que congrega 12 universidades do Brasil, China, Argentina, Colômbia, Peru, Chile e México. O Fudan Latin America University Consortium (FLAUC) é coordenado pela Fudan University, uma das mais importantes e antigas universidades chinesas, localizada na cidade de Xangai.

O memorando de entendimento foi assinado pelos representantes das instituições durante o Shanghai Forum 2017, seminário internacional promovido pela Fudan University e pela Korea Foundation for Advanced Studies, que reúne pesquisadores do mundo todo.  O tema deste ano foi a conjuntura econômica mundial e o papel da China e da Ásia.

O professor do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), Paulo Roberto Feldmann, foi o representante da USP no evento e participou como debatedor no painel sobre gestão da saúde.

Segundo Feldmann, o consórcio internacional tem como principais objetivos o estabelecimento de uma plataforma interdisciplinar de cooperação científica e a promoção de programas de mobilidade.

Além da USP, integram a rede a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidad de Buenos Aires, Universidad Nacional de la Plata, Pontificia Universidad Catolica de Chile, Universidad de Chile, Universidad del Rosario, Universidad de los Andes, Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Monterrey, Universidad Nacional Autónoma de México, Universidad ESAN e Universidad Nacional Mayor de San Marcos.

Também estão previstas reuniões anuais dos integrantes da rede. A primeira delas será realizada no mês de novembro, na Colômbia, na qual serão discutidos as regras, os procedimentos e os investimentos para a execução do acordo.

“Há um desejo claro dos chineses em ter uma atuação mais forte ainda na América Latina e, principalmente, no Brasil. A China é, hoje, o principal parceiro comercial do Brasil — 18% de nossas exportações vão para a China e 20% das nossas importações vêm de lá —, além de ser o terceiro maior investidor. Os chineses estão em um momento muito bom da economia e querem aprofundar as relações”, considera Feldmann.

Feldmann explica que o acordo deve abranger todos os campos do conhecimento, mas o projeto terá início com a área de Economia e Administração e com foco nos alunos de Doutorado das 12 universidades.

A proposta é que esses pesquisadores tenham um co-orientador na Fudan University e passem um período de três a seis meses na China. Entre os temas a serem estudados estão inovação e tecnologia, aumento da produtividade, educação básica, infraestrutura, planejamento econômico, geração de empregos, criação de demanda, administração de empresas e a importância das pequenas empresas.

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