USP fará parte do primeiro Distrito de Inovação do Estado de São Paulo

Iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, o Distrito promoverá maior sinergia entre universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento e empresas, para o avanço de projetos de tecnologia na capital

 Publicado: 03/07/2024
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A cerimônia que marcou a criação do primeiro Distrito de Inovação de São Paulo foi realizada no Palácio dos Bandeirantes, no dia 2 de julho – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

A capital paulista terá o primeiro Distrito de Inovação do Estado de São Paulo. Um documento formalizando a implementação do Distrito foi assinado ontem, dia 2 de julho, pelo governador em exercício Felicio Ramuth e pelo prefeito Ricardo Nunes.

A proposta é criar um ambiente de troca de experiência entre universidades, empresas, institutos de pesquisa, agências de fomento, startups e órgãos do governo para impulsionar o desenvolvimento de projetos de inovação e tecnologia em São Paulo. “Estou muito feliz por esse momento, pois abrimos caminho para aproveitar a expertise e o esforço que a união de todos os institutos de referência para o Estado de São Paulo e para a América Latina pode gerar. O resultado só pode ser o avanço exponencial em ciência, em ciência aplicada e, consequentemente, em inovação”, afirmou Felicio Ramuth.

A USP, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), o Instituto Butantan e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) são algumas das instituições que farão parte do futuro Distrito de Inovação.

Para o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan, “são centenas de laboratórios e toda uma estrutura grande e valiosa, com profissionais que vão interagir para benefício mútuo das organizações participantes e da sociedade, com a finalidade de solucionar entraves relacionados à competitividade e à produtividade, por exemplo. O Governo do Estado está apoiando a iniciativa para que o Distrito seja um catalisador de inovações, um importante ponto de encontro colaborativo”.

“O Estado de São Paulo possui instituições importantes que atuam no fomento da pesquisa e da inovação. A criação do Distrito de Inovação permitirá que esse ecossistema se fortaleça, aumentando ainda mais o impacto social das universidades e dos institutos, com ênfase no desenvolvimento econômico, social e ambiental do País”, destacou o reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior.

Além da USP, representada pelo reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior (assinando o Protocolo), também integrarão o Distrito de Inovação o IPT, o Ipen e o Instituto Butantan – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

A solenidade aconteceu no Palácio dos Bandeirantes e contou com a presença do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan; do presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago; do diretor do Instituto Butantan, Esper Georges Kallás; além de parlamentares estaduais e municipais, gestores de institutos de pesquisa e representantes do ecossistema de inovação e tecnologia de São Paulo, que vão integrar o projeto.

Incremento urbanístico

Em uma próxima etapa, o projeto prevê um espaço físico estimado em 45 mil metros quadrados, com salas de interação, locais para eventos e centros de treinamento para empreendedores. O objetivo é utilizar uma área integrada à USP, ao IPT e ao Ipen para promover uma sinergia entre os participantes capaz de gerar, na ponta do processo, novas soluções em benefício da sociedade.

Outro resultado positivo do Distrito de Inovação será a transformação urbanística da região, considerando que a instalação e a reorganização de muitas empresas e instituições no local levarão a um incremento na construção civil e à ampliação e à movimentação do comércio e do setor de serviços nos arredores, sempre respeitando regras ambientais e de planejamento urbano.

A previsão do Estado é que ocorra a instalação de outros distritos em grandes cidades do interior que também contam com ambientes de inovação, nos mesmos moldes do que será feito na capital, preservando a autonomia das instituições envolvidas.

Entre os vários fatores que conferem sucesso ao modelo do Distrito de Inovação, podem ser mencionados a reputação das instituições envolvidas, a proximidade entre universidade, centros de pesquisa e empreendedores, a concentração de empresas e startups de reconhecido valor e a criação conjunta dos programas entre os diversos parceiros.


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