USP assina convênio para cessão de órgão de tubos

O órgão, com 3.400 tubos de metal e 175 de madeira, foi adquirido pela USP em 2013 e será instalado na Catedral Evangélica de São Paulo

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A Catedral Evangélica de São Paulo, onde a cerimônia de assinatura do convênio foi realizada, possui um órgão de tubos menor que aquele cedido pela USP e que deverá ser instalado até o final de 2018 – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

No dia 16 de setembro, a USP e a Catedral Evangélica de São Paulo assinaram um convênio que possibilitará a instalação de um órgão de tubos, cedido pela Universidade, na sede da instituição religiosa, no bairro da Consolação, em São Paulo. O instrumento deverá ser instalado no local até o final do ano de 2018.

O estabelecimento do acordo foi aprovado pelo Conselho Universitário, na sessão realizada no dia 4 de julho deste ano, e tem como objetivos apoiar, incentivar, assistir, desenvolver e promover a cultura, a educação e tornar a música acessível para parcelas maiores e mais carentes da população.

O convênio prevê a montagem, instalação, utilização e manutenção do órgão e estabelece a elaboração e execução de projetos de incentivo à música e de educação musical. Além disso, a parceria com a Escola de Comunicações e Artes (ECA) permitirá o desenvolvimento de atividades didático-acadêmicas com alunos e docentes do Departamento de Música da Escola.

O órgão, fabricado pela empresa de origem alemã Gerhard Grenzing e adquirido pela USP em 2013, é composto por cinco corpos, 3.400 tubos de metal e 175 tubos de madeira. Inicialmente, o instrumento seria instalado no Centro de Convenções, no campus de São Paulo. Entretanto, por conta das restrições orçamentárias da Universidade e da suspensão das obras, o processo de construção do Centro foi interrompido. No final de 2015, o Conselho Universitário havia aprovado a instalação do órgão na Catedral Metropolitana de São Paulo, na Praça da Sé, o que não se efetivou por questões de ordem técnica.

Bem público

A cooperação com a ECA e o relacionamento da Universidade com a sociedade foram os pontos destacados pelo reitor da USP, Marco Antonio Zago, em seu discurso. “As catedrais sempre foram locais privilegiados para a prática musical e para a educação artística. Assim é, também, esta catedral: um ambiente que valoriza a arte. Nosso acordo beneficiará a população paulista, com a promoção de audições, concertos e festivais abertos ao público em geral e, principalmente, nossos estudantes, que poderão aperfeiçoar sua formação”.

O reitor Marco Antonio Zago (à esquerda, em pé) e o pastor titular da Catedral, Valdinei Aparecido Ferreira – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

O pastor titular da Catedral, Valdinei Aparecido Ferreira, também comemorou a iniciativa. “Neste dia, estamos participando do nascimento de algo novo em nossa cidade e que une a vocação das instituições. Celebramos um convênio para abrigar, neste templo, um bem público e para zelar para que ele sirva à comunidade, sem qualquer distinção. Para que os alunos aprendam, mais do que notas musicais, a fazer soar os sons da igualdade, da cidadania, da fraternidade”, afirmou.

Também estavam presentes ao evento o vice-presidente do Conselho da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, Ítalo Francisco Curcio, e o presidente do Conselho Curador da Fundação Mary Harriet Speers, Osni de Lima.

O encerramento da cerimônia foi marcado pela apresentação musical da Camerata de Cordas do Projeto Soarte, desenvolvido pela Fundação, e do Coro da Catedral, e contou com a participação dos professores do Departamento de Música da ECA, Luís Afonso Montanha e José Luís de Aquino.

Assista, a seguir, ao vídeo produzido pela equipe da Catedral a respeito da cessão do uso do órgão.

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